A dor, a solidão e a liberdade de ser invisível Por Fabiane Corrêa Monteiro Tornei a ver As vantagens de ser invisível, a história de um menino solitário chamado Charlie, marcado por traumas de infância e pelo suicídio de seu único e melhor amigo, a que teremos acesso por meio das cartas com que seus dias depois de seu retorno à escola serão narrados a um amigo fictício. O título por si só já chama atenção, pois ser invisível realmente tem as suas vantagens: a liberdade de que o ser “invisível” dispõe, por exemplo, é única, pois pode ser aquilo que realmente deseja ser e não precisa esconder aquilo que realmente é, enquanto os “visíveis” precisam se submeter a uma porção de regras e de normas, a fim de manterem sua visibilidade — no filme, as pressões do meio impedem até mesmo que um dos personagens “visíveis”, um atleta muito popular, viva sua sexualidade e sua verdadeira orientação sexual. Em contrapartida, os “invisíveis” são pessoas muito solitárias: tendem a caminhar s...